B i o g r a f i a

Um dos mais requisitados regentes brasileiros, com larga experiência também na Europa, fez seus estudos no Rio de Janeiro, aperfeiçoando-se mais tarde na Itália e na Alemanha com bolsa especial do DAAD.

Sua carreira Internacional começou logo depois de ter sido laureado com o Prêmio 'Serge Koussevitzky' no Concurso Internacional  de  Regência  do  Festival Villa-Lobos, no Rio de Janeiro em 1975. Entre as principais orquestras que tem dirigido fora do Brasil estão: Tonhalle Orchester Zürich, Ungarische Philharmonie, Orchestre de la Radio Suisse Romande,  Orchestra G. Enescu,  Slovak Symphony Orchestra,  Moscow Chamber Orchestra, Tchaikowsky Symphony Orchestra Moscow, Bruckner Sinfonie Orchester Linz, Akron Symphony Orchestra, Orchestra  Sinfonica di Bari, Orchestra  Sinfonica  Abruzzese, Orchestra Filarmonica Marchigiana, entre outras.

 

Regente Titular e Diretor Artístico da Orquestra Sinfônica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (1981–1994), da Orquestra Sinfônica do Paraná (1998-1999) e da Orquestra Unisinos, no Rio Grande do Sul (2003-2006), fundador e Diretor Musical da Orquestra do Theatro São Pedro, em São Paulo (2010-2012).

Considerado um especialista na obra orquestral de Villa-Lobos, sob sua batuta, foram gravados na Europa vários CDs para o selo Marco Polo com obras do mestre. Com a Orquestra de Câmara Tommaso Traeta (por ele fundada, na Itália, em 1988), gravou obras inéditas do compositor italiano Comte de Saint Germain e do brasileiro Padre José Maurício Nunes Garcia. No Brasil muitos outros CDs foram dedicados a compositores brasileiros.

 

Por todos os seus méritos Duarte recebeu da Associação Paulista de Críticos de Arte - APCA o prêmio de Melhor Regente do Ano de 1994 e 1997. Em novembro de 1996 recebeu do Governo Brasileiro, através da Fundação Nacional de Arte - Funarte, o mais alto prêmio da Música no Brasil: o Prêmio Nacional da Música, como regente. Em 2001 e 2010 recebeu o Prêmio Carlos Gomes por sua atuação no campo da ópera, como regente e revisor. Da cidade de Campinas – SP recebeu a Medalha Carlos Gomes por seu trabalho de divulgação da música brasileira.

A sua edição de Il Guarany, de A. Carlos Gomes, para a Funarte, representa um marco no trabalho

de revisão no Brasil, onde a obra mais conhecida do nosso maior operista foi totalmente

restaurada. Trabalho idêntico foi feito na ópera Lo Schiavo do mesmo compositor.

 

Em suas atividades acadêmicas destacam-se: professor de Regência e Prática de Orquestra

durante 27 anos na UFRJ; masterclasses em vários estados brasileiros e fora do Brasil no Chile,

Grécia, Suíça e na Itália durante 14 anos foi professor de regência no Corso Internazionale di

Polifonia Latino-Mediterranea. Escreveu ainda os livros: Revisão das Obras Orquestrais de

Villa-Lobos, em dois volumes (Editora UFF-RJ) e Villa-Lobos errou? (Subsídios para uma revisão

musicológica em Villa-Lobos) em português, inglês e francês (Algol Editora-SP), além de textos

para os livros Ópera à brasileira, organizado por J. L. Sampaio (Algol Editora-SP), Mignone

organizado por Vasco Mariz (Funarte) e um capítulo sobre a música brasileira para a História

Universal da Música de Kurt Pahlen, edição em português,  (Edições Melhoramentos-SP).

 

Aos 34 anos Duarte fez parte do Conselho Estadual de Cultura do Estado do Rio de Janeiro.

Atualmente é membro da Academia Brasileira de Música, tendo sido várias vezes secretário

e vice-presidente e é também membro honorário da Academia Nacional de Música e membro

efetivo  da Academia Brasileira de Música e Letras.